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O que é o PGBL?
O Plano Gerador de Benefício Livre tem como objetivo gerar uma renda complementar a da aposentadoria paga pelo INSS. O cliente pode escolher o perfil do fundo, o valor das suas contribuições, o tempo de contribuição e quais serão os beneficiários. Os clientes ficam com 100% da rentabilidade e pagam apenas a taxa de administração predeterminada. No PGBL, você participa de um plano que aplica em cotas de um fundo exclusivo do perfil escolhido.

Quais suas diferenças para os outros planos de previdência disponíveis no mercado?
Na previdência aberta, além do PGBL, existem os planos de benefício definido. Nestes, você define o valor e a periodicidade da contribuição e também o quanto vai receber mensalmente ao fim do período determinado. Nestes planos, o gestor é que define como vai dividir com o beneficiário os excedentes (se houver) dos ganhos em relação ao que foi previamente acertado. Geralmente, não existe a opção de perfil de risco da gestão (agressivo, conservador etc.) Há ainda os Fapis, que seguem o mesmo modelo do PGBL, mas não oferecem isenção de IR sobre o ganho de capital.

Todos os PGBLs são iguais?
Os PGBLs estão divididos em categorias diferentes, de acordo com os tipos de ativos que podem ser incluídos na carteira pelo gestor (como acontece com os fundos). Existem, de acordo com a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid - www.anbid.com.br ), dez subcategorias, algumas mais conservadoras e outras mais agressivas (de maior risco, que incluem renda variável, derivativos ou câmbio). De acordo com a Susep existem três categorias: soberano (somente títulos públicos federais), moderado (operações de renda fixa podendo incluir risco de crédito com títulos privados) e composto (que podem incluir renda variável).

Como saber qual é o mais adequado ao meu perfil?
Você deve avaliar qual o grau de risco embutido em cada PGBL. Alguns especialistas acreditam que, quanto menor a idade, mais longo o prazo e, portanto, mais diluído o risco. Mesmo assim, os jovens devem avaliar sua propensão ao risco.

Que riscos eu corro entrando num PGBL?
Há basicamente dois tipos de risco: o da instituição e o do investimento. No primeiro caso, existe o risco de a administradora enfrentar a falta de capacidade de pagamento. Por isso, é interessante pesquisar se alguma agência de classificação de risco faz o acompanhamento da empresa. No caso do investimento, você pode escolher o grau de risco de acordo com o seu perfil. Se você é conservador pode escolher um referenciado em DI, que segue a variação da taxa de juros determinada pelo Banco Central. Se quer manter seu patrimônio em dólar, pode escolher um fundo cambial, por exemplo - mas saiba que as oscilações podem ser grandes ao longo do período. Os que tem perfil mais agressivo e admitem correr riscos para poder ganhar mais devem escolher um fundo de ações.

Como eu devo escolher a instituição para contratar o plano?
É recomendável que você escolha uma instituição de sua confiança, sólida. É recomendável também checar o registro da empresa na Superintendência de Seguros Privados (Susep - www.susep.gov.br ). Solidez, tradição, conhecimento do mercado, qualidade dos serviços prestados, performance e taxa de administração.

No PGBL as contribuições são fixas?
Você pode fazer contribuições esporádicas e os valores também podem variar. A maioria aceita também a contribuição única.

Tenho como estimar a renda que eu vou ter no futuro ao entrar num PGBL?
Você pode até fazer estimativas nas calculadoras disponíveis em alguns sites de seguradoras, mas os especialistas lembram que, em investimentos de longo prazo, há muitas variáveis em jogo e essas estimativas podem apresentam uma margem de erro grande.

Se eu entrar num PGBL, posso depois transferir meus recursos de um fundo para o outro?
As transferências são permitidas 60 dias depois do primeiro depósito ou da última movimentação. É possível transferir os recursos para um PGBL de outra ou da mesma categoria do seu, seja ele da mesma entidade que administra o seu fundo ou de outra entidade. O valor da cota usado para referência nestes casos é o do dia seguinte ao da solicitação, mas a efetiva transferência pode levar até quatro dias.

E eu perco alguma coisa nessa transição?
Você perde a rentabilidade dos dias em que deixou o dinheiro desaplicado, além da taxa de administração proporcional ao tempo que ficou no fundo anterior. As taxas são anuais. Mas não incide IR na migração.

Há uma rentabilidade mínima garantida num PGBL?
Não. Somente quando o participante do plano decide que já fez contribuições suficientes e quer então contratar uma renda mensal. Quando os benefícios começam a ser pagos, devem ser estabelecidas as regras desse pagamento.

Posso transferir meus recursos de um fundo de pensão para um PGBL?
Por enquanto a legislação não permite que seja feita transferência dos recursos da previdência fechada (fundos de pensão). Em 29 de maio foi aprovada a Lei 109, que permite a portabilidade, mas isso ainda está em fase de regulamentação. Ou seja, as regras da migração ainda estão sendo definidas.

Caso meu PGBL tenha sido feito pela empresa e o empregador faça contribuições, poderei levar o valor das contribuições quando sair da empresa? 
Vai depender do plano contratado pela empresa.

Posso fazer um PGBL para o meu filho? Isso é recomendado?
Alguns especialistas dizem que, a longo prazo, o efeito cascata da isenção do IR, sobre os ganhos (que não existe nos fundos de investimento), pode gerar bons ganhos, o que tornaria o PGBL uma poupança eficiente, além de gerar benefícios fiscais. Outros dizem que os PGBLs têm taxa média de administração maior, o que os torna menos atraentes que os fundos.

Como é a isenção de IR para investimentos em PGBL?
As contribuições feitas para o PGBL durante o ano poderão ser deduzidas na declaração de ajuste anual, desde que seja respeitado o limite de 12% da renda bruta anual declarada. Não há incidência de IR sobre os 20% de ganhos na fonte, como acontece com os fundos de investimento. Mas, no momento do saque, será cobrado IR, de acordo com a tabela de alíquotas da Receita Federal. O PGBL foi planejado para gerar uma renda adicional a da previdência pública e os resgates são considerados renda e sofrem tributação como um salário.

Onde posso contratar um PGBL?
Somente as seguradoras e entidades abertas de previdência podem registrar PGBLs. São empresas credenciadas pela Susep a criar e administrar este tipo de plano. Se você fez, por exemplo, um PGBL no Bradesco, estará sendo cliente da Bradesco Seguros e não do Banco Bradesco. Esse é um detalhe importante caso você queira checar o rating (risco) da empresa junto as agências que classificam o risco das instituições.

Em caso de falência ou incapacidade de pagamento da instituição, eu tenho alguma garantia?
Não. O que pode acontecer é que o mesmo em um caso de investimento comum: a carteira do fundo com todos os seus ativos pode ser repassada a um novo administrador, porque tem balanço independente do balanço da seguradora.

Onde posso reclamar caso eu tenha qualquer problema com o plano ou a empresa?
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) é o órgão regulador do setor. O telefone é 0800 218484. (
Fontes:  Administradoras e Abrapp)

Caso tenha outras dúvidas em relação ao PGBL e/ou outros tipos de seguros, a Toscano Corretora de Seguros mantém uma central de seguros. É só ligar (61) 3963-4050, horário
comercial ou, simplesmente, utilize o nosso formulário fale conosco. Profissionais especializados estarão sempre prontos a esclarecer suas dúvidas.

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